ODS 1
O dia em que fui a um casamento no presídio de Bangu
Com vestido de noiva e festa, detentas celebram união com companheiros, sem esconder o drama de dar à luz encarceradas


Famílias invisíveis (Foto Flavio Emanuel)
(Fotos de Flavio Emanuel) O mês é janeiro de 2017. De olhos bem abertos, acompanho pelo noticiário as consequências da rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, com mais de 50 mortos. O segundo maior massacre em presídios em número de óbitos na História do Brasil trouxe à tona, além da crise no sistema carcerário brasileiro e da condição desumana nas cadeias, personagens invisíveis que há semanas não saíam da minha cabeça: as famílias dos detentos. Fecho os olhos e volto no tempo, quando estive no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Rio de Janeiro, e conheci Maria, de 3 anos, a dama de honra no primeiro casamento coletivo realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio em um presídio feminino. Por trás dos rostos alegres daquele dia de festa, o drama das noivas – todas deram à luz a bebês enquanto cumprem pena – e de suas famílias é contada aqui em texto e fotos. Clique ou toque para descobrir essas histórias. As fotos preservam a identidade das detentas e de suas famílias.
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