Papa é verde. Dalai Lama também

União sincrética para combater às mudanças climáticas

Por Liana Melo | ODS 13 • Publicada em 1 de novembro de 2015 - 01:37 • Atualizada em 2 de novembro de 2015 - 20:15

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Primeiro foi o papa Francisco. Sua encíclica ambientalista, anunciada em junho último, ganhou na semana passada aliados espirituais de peso. Líderes budistas do mundo todo, entre eles o Dalai Lama, defenderam um acordo “ambicioso e eficaz” na Conferência do Clima. O apelo foi feito às vésperas da COP21, que vai ocorrer em Paris, no fim do ano, quando os líderes de 195 países vão tentar chegar a um acordo histórico para conter o aquecimento global. Papa Francisco e Dalai Lama formaram uma união sincrética para combater às mudanças climáticas.

“Estamos em uma encruzilhada, na qual nossa sobrevivência e a de outras espécies estão em jogo”, escreveram os signatários da ‘Declaração budista sobre mudança climática aos líderes do mundo’, assinada na semana passada. Foi a primeira vez que tantos budistas se uniram em torno de uma causa única. O manifesto foi além, ao fazer severas críticas a modelos de produção e consumo.

A humanidade deve agir sobre as causas desta crise ambiental, provocada pelo uso de combustíveis fósseis, por modelos insustentáveis ​​de consumo, por uma tomada de consciência insuficiente e falta de cuidado sobre as consequências de nossas ações

Manifesto budista

O clamor de papa Francisco e de Dalai Lama vai ao encontro do discurso de ativistas e de especialistas em emissões de gases de efeito estufa que culpam os homens pelo aumento das ondas de calor, as chuvas intensas e a elevação do nível dos mares. A intervenção do pontífice foi aplaudida na ONU e chegou a ser considerada um divisor de águas nos esforços para frear as mudanças climáticas.

O acesso a água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas

Encíclica verde

Em linguagem simples, mas contundente, o papa Francisco fez uma pregação ecológica. Falou em poluição, em mudança climática e em perda da biodiversidade. Os budista pediram o fim dos combustíveis fósseis. Os líderes religiosos já assumiram uma posição. Agora é a vez dos líderes políticos responderem ao apelo e converterem as orações em políticas de combate ao aquecimento global.

Com France Presse

Liana Melo

Formada em Jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ. Especializada em Economia e Meio Ambiente, trabalhou nos jornais “Folha de S.Paulo”, “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “O Dia” e na revista “IstoÉ”. Ganhou o 5º Prêmio Imprensa Embratel com a série de reportagens “Máfia dos fiscais”, publicada pela “IstoÉ”. Tem MBA em Responsabilidade Social e Terceiro Setor pela Faculdade de Economia da UFRJ. Foi editora do “Blog Verde”, sobre notícias ambientais no jornal “O Globo”, e da revista “Amanhã”, no mesmo jornal – uma publicação semanal sobre sustentabilidade. Atualmente é repórter e editora do Projeto #Colabora.

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