Muito já se falou sobre os pontos negativos da campanha eleitoral. O ódio, que já havia marcado o pleito de 2014, voltou com mais força desta vez. E veio acompanhado pelas mentiras nas redes sociais, a violência fÃsica nas ruas e a total falta de debate, no sentido civilizado do termo. Nenhum dos reais problemas do paÃs foi verdadeiramente discutido, ponderado e esmiuçado. Fatos e números perderam o valor, ficaram as versões, as impressões e as meias verdades. Por isso, para nós, o destaque positivo dessa campanha foi o movimento âVamos conversarâ, eleito por larga margem de votos. à verdade que ele chegou tarde, muito tarde, a poucos dias do segundo turno. Mas ajudou a resgatar um princÃpio básico da democracia: o diálogo.
[g1_quote author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”solid” template=”01″]Tal qual um bobo de corte, seguiremos mostrando que o rei está nu. Nosso compromisso, renovado neste inÃcio de mais um ano de existência, ainda é por um Brasil economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente justo
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Veja o que já enviamosE é com base neste princÃpio que estamos começando o nosso quarto ano de vida. Reforçamos a aposta na ideia de que o mundo pode ser mais criativo, tolerante e generoso. E continuamos acreditando que os bons são maioria. Ingenuidade? Romantismo? Claro que não. Nós nos recusamos a crer que a maior parte dos brasileiros seja a favor da tortura, da cultura do estupro, da homofobia ou do extermÃnio dos adversários. Obviamente houve um ruÃdo na comunicação. Precisamos conversar, diriam as jovens eleitoras armadas de plaquinhas, mesinhas com bolo e garrafas de café. Se tivéssemos passado os últimos quatro anos conversando de verdade, olho no olho, talvez o resultado tivesse sido outro. Vamos fazer isso com mais afinco daqui pra frente, na página do #Colabora e nas nossas redes sociais, em cada comentário. Argumentando, ponderando e, principalmente, ouvindo o que os leitores têm a dizer.
Renovamos também o compromisso de mostrar como é a vida no Brasil real, aquela que nem sempre aparece nas fotos produzidas do Instagram. Fizemos isso, por exemplo, com a série âExtremos do Brasilâ, que contou como é a rotina na cidade mais rica (Rio Fortuna) e na cidade mais pobre (Marajá do Sena) do paÃs. O mesmo aconteceu com a reportagem âOs Filhos da Dorâ, que revelou o drama das crianças que engravidam após serem estupradas, muitas vezes por um parente ou um conhecido. Vamos investir em histórias como as das cinco lideranças LGBTs que chegaram à terceira idade, apesar de todo o preconceito, perseguição e violência que enfrentaram ao longo da vida.
Queremos acreditar no discurso do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de que agora o Brasil não será mais dividido entre mulheres e homens, pobres e ricos, brancos e negros, homossexuais e heterossexuais. Segundo ele, seremos todos brasileiros. Porque se as palavras do capitão forem honestas e verdadeiras, em breve não veremos mais desigualdade no paÃs. Não teremos mais dez milhões de pessoas passando fome, cem milhões sem saneamento básico, 35 milhões sem água potável e nem quatro milhões sem o direto de usar um banheiro. Os moradores das favelas serão tratados como os dos condomÃnios da Barra e não terão mais suas portas arrombadas. As mulheres serão respeitadas e valorizadas no mercado de trabalho. A população LGBT não será mais vÃtima de preconceito e violência. Os negros, finalmente, ganharão o espaço e o reconhecimento que merecem – e deixarão de ser exterminados em escala industrial nas regiões pobres do paÃs.
Porque nenhuma dessas diferenças foi inventada por grupos de fanáticos bolivarianos. Elas são reais, históricas e precisam ser enfrentadas. E, enquanto elas existirem, nós estaremos por aqui para lembrar que elas persistem e que precisam ser curadas. Sim, porque estas são doenças graves e contagiosas que impedem o Brasil de crescer. Tal qual um bobo de corte, seguiremos mostrando que o rei está nu. Nosso compromisso, renovado neste inÃcio de mais um ano de existência, ainda é por um Brasil economicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente justo. E são por causas como essas que acreditamos que a liberdade de imprensa continua sendo fundamental para a democracia, ainda mais em um momento histórico em que o presidente eleito ameaça declaradamente o corte de verbas e evidente boicote a veÃculos que não lhe convém. Contamos com a sua ajuda para mais esta jornada. #EuColaboro

Parabéns Agostinho, sua iniciativa é um grande alento, representando um oásis para refletir sobre nós e nossas questões. Hoje o Projeto Colabora inova com a criação de um ambiente de diálogo com os fatos que nos afetam. A qualidade das matérias e a seleção dos colaboradores é uma demonstração do elevado profissionalismo que orienta o projeto. PARABÃNS pela sua iniciativa, pelos apoiadores que aglutinou, pela formação dos novos valores que semeiam e pela busca incansável da crÃtica inerente ao compromisso ético da comunicação.
Obrigado Hylton, pelo apoio desde a primeira hora. Um grande abraço
O Ser Humano, vem como se afastando das pessoas e, quando há o “resgate” do abraço, por exemplo, começa a haver a mudança! Numa viagem, o citytour, “meio machista” em ressarcir o valor do almoço que tivemos juntos, numa ocasião. Mas num quiosque, musica anos 80, aceitou o convite e claro eu pagar, mas depois meio que entendi, se posicionou atras de mim, enamorados! Mas supervaleu a noite juntos!