A relação entre desmatamento e doenças já vem sendo alardeada há algum tempo por cientistas e ambientalistas. Faltava um veredito assinado por uma instituição que lança mão exclusivamente de estatÃsticas para chegar a suas conclusões. Foi o que fez o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em um estudo inédito relacionando o desflorestamento da Amazônia e enfermidades como malária e leishmaniose. Reconhecida como um repositório de serviços ecológicos e ambientais, a floresta Amazônica, quando conservada em tamanho e biodiversidade, é, na conclusão dos pesquisadores Nilo Saccaro, Lucas Mation e PatrÃcia Sakowski, a forma de conter o aumento da incidência destas doenças.
O trio assinou a pesquisa âImpacto do desmatamento sobre a incidência de doenças na Amazôniaâ. à um levantamento inédito. Ao contrário das sondagens anteriores, restritas a pequenas áreas geográficas, o estudo cobriu 773 municÃpios da Amazônia Legal â que engloba nove estados brasileiros, que juntos somam uma superfÃcie de 5,2 milhões de km2 e correspondem a 61% do território nacional. A motivação foi óbvia: o reduzido conhecimento acerca dos efeitos do desmatamento sobre a saúde humana. Muito se fala sobre desmatamento e aquecimento global e mudança climática, mas pouco, ou quase nada, sobre os impactos locais provocados pela ação do homem e suas motosserras.
Ao relacionar doenças de notificação compulsória do SUS (Sistema Ãnico de Saúde) â aquelas de maior interesse epidemiológico devido a critérios de magnitude, potencial de disseminação e vulnerabilidade â e dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), que monitora a floresta Amazônica por satélite desde 1988, constatou-se que um incremento de 1% na área desmatada de um municÃpio leva a um aumento de 23% nos casos de malária e de 8% a 9% nos casos de leishmaniose visceral e tegumentar, que atinge a pele. O estudo analisou estatÃsticas no perÃodo de 2004 a 2012.
Gostando do conteúdo? Nossas notÃcias também podem chegar no seu e-mail.
Veja o que já enviamosTanto a malária quanto a leishmaniose são transmitidas pela picada de mosquitos â dos gêneros Anopheles e Phlebotomus respectivamente. A leishmaniose, diferentemente da malária, depende ainda de espécies de mamÃferos â selvagens e domésticas â, que servem como reservatórios dos protozoários.
[g1_quote author_name=”Nilo Saccaro” author_description=”pesquisador do Ipea” author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”simple” template=”01″]O desmatamento impõe custos ao sistema de saúde que devem ser levados em consideração e existe uma sinergia entre as polÃticas de gerenciamento de malária e leishmaniose na Amazônia e as polÃticas de combate ao desmatamento
[/g1_quote]Outras doenças também transmitidas por mosquito, e que podem ser fatais, como doença de Chagas, não se comprovou um aumento de incidência por conta do incremento do desmatamento. Outras enfermidades estudadas foram dengue, febre amarela, febre tifoide, hantavirose, leptospirose, raiva, peste e sarampo/rubéola.
A ocorrência de malária no paÃs atinge cifras espantosas. No perÃodo de 2004 a 2012, foram confirmados 3,5 milhões de casos ou 386 mil por ano.
Se havia alguma dúvida de que desmatamento faz mal à saúde humana, e não apenas à saúde do planeta, esse questionamento não existe mais. Os dados são claros e a pesquisa está disponÃvel desde outubro último, quando seus autores publicaram o trabalho. Resta agora o ministério da Saúde, que já tem em mãos dados produzidos por técnicos do próprio governo, sentar com os colegas do Meio Ambiente e traçarem juntos polÃticas públicas que levem em consideração a saúde da população, especialmente a da região Norte – uma das mais vulneráveis do paÃs.

gente eu concordo plenamente não podemos sair quebrando a natureza , isso é covardia só tenho 190 anos e já fui modelo fui despedida por tentar ajudara natureza , de pois fui guarda florestal !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Isso é bom proteger a natureza !
natureza !
protejam a natureza