âLá não tem frescura nem atrevimento
Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é labirinto
à contra-senha, é cara a tapaâ
Na canção âSubúrbioâ, Chico Buarque fala em casas sem cor, ruas de pó, sem vaidade. No subúrbio do poeta Custódio Coimbra, as ruas que esbanjam cor, rimam com o Parador, misturam os trilhos da Central com os brilhos dos luminosos. O ritmo é outro, na vida dos moradores, nas quadras das escolas de samba ou na feira de São Cristóvão. Uma cultura musical e malandra que transforma o cidadão suburbano no mais tÃpico dos cariocas.
Nas lentes do fotógrafo, um passeio por alguns dos monumentais sÃmbolos da cidade, conjuntos habitacionais históricos e a tradicional mistura de estilos na construção das casas. Começando pela Central do Brasil, passando pelo Sambódromo, a Quinta da Boa Vista e as ruÃnas do Museu Nacional. Do Maracanã e da UERJ até o Mercadão de Madureira, um desfile de cores, sons e gente. Esse sim, o ingrediente que faz do subúrbio espaço privilegiado do Rio. Uma cidade sem praia, sem turistas e sem fotos nas revistas, mas sempre maravilhosa.
Uma cidade sem praia, sem turistas e sem fotos nas revistas, mas sempre maravilhosa
