O chuchu já mereceu o triste tÃtulo de vilão da inflação em pelo menos duas ocasiões: em 1977, na ditadura militar, sendo presidente Ernesto Geisel; e no inÃcio do primeiro mandato da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2011, quando subiu escandalosos 88,12% apenas no mês de janeiro.  Mas, agora, parece que os alimentos decidiram conspirar em bloco para não deixar cair uma inflação que, não fosse isso, desaceleraria por força da profunda crise no paÃs, com a redução da atividade econômica e a retração do consumo.
[g1_quote author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”solid” template=”01″]Para uma refeição de 500g, basta que se escolha 100g de feijão mulatinho (alta de 48,79% em 12 meses), 100g de batata inglesa (74,48%), 50g de farofa (43,43% da farinha de mandioca), 150g de arroz (13,06%) e 50g de contrafilé (11%).
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Veja o que já enviamosPor uma série de fatores, alimentos brincam de pular carniça uns nas costas dos outros, ganhando cada vez mais impulso para subir de preço.  Trocando em miúdos, um prato de comida pode custar hoje cerca de 30% mais do que há um ano, mais de três vezes a inflação oficial no perÃodo (9,32% em maio).
Para uma refeição de 500g, basta que se escolha 100g de feijão mulatinho (alta de 48,79% em 12 meses), 100g de batata inglesa (74,48%), 50g de farofa (43,43% da farinha de mandioca), 150g de arroz (13,06%) e 50g de contrafilé (11%). A salada é âpor conta da casaâ: se a cenoura subiu 9,55% em 12 meses e a alface, 15,02%, o tomate compensou com uma queda de 27,97%. Mas não peça mamão de sobremesa. O preço é indigesto, já que a fruta foi a grande vilã, com alta de 103,43%. Os números são da consultoria MB Agro, de São Paulo.
Mas nem tudo está perdido. Há várias formas de baratear sua refeição. Pode, por exemplo, trocar o feijão mulatinho pelo fradinho, que subiu âapenasâ 9% em 12 meses. Substituir a batata pelo aipim (18,57%). Trocar alface e cenoura por quiabo (3,36%). E abrir mão do bife por uma posta de peroá, cujo preço despencou estupendos 28,32%. Aà talvez você se anime a comer, de sobremesa, uma maçã (0,61%). Dessa forma, você poderá trazer a inflação de sua refeição para o nÃvel do aumento de alimentos e bebidas nos últimos 12 meses, de 12,7%. Ou do reajuste da cesta básica no perÃodo, de 10,32%, sempre acima do IPCA (inflação oficial), de 9,32%.
Para uma relação de 184 itens pesquisados, 50 subiram abaixo da inflação e apenas oito tiveram redução de preço nos últimos 12 meses.
A sazonalidade e outros fatores não deixam por menos e já puseram na receita vários vilões nos primeiros meses deste ano. O preço da cenoura, por exemplo, enlouqueceu e acumula alta de 86,09% em 2016. Farinha de mandioca, batata inglesa, feijão carioca e frutas â todos subiram acima de 20%. Os alimentos, como um todo, ficaram 5,79% mais caros, para um IPCA de 4,05% até maio.
A conspiração continua a todo o vapor: o item alimentos e bebidas é o que mais pesa na composição do Ãndice de inflação (24,8%) e deve subir 11,1% este ano, acima de todos os outros oito (habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação). Isto elevaria a inflação a 7,1% em 2016, segundo a MB Agro.
Há uma série de fatores que influem no aumento de preços da comida do brasileiro. No caso do feijão, problemas climáticos decorrentes do fenômeno El Niño, que afetaram a safra do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, e também as Paraná, Uruguai e Argentina.
âTivemos, no inÃcio do ano, a alta dos alimentos in natura, o que é um movimento sazonal. Agora estão subindo os preços das commodities: o milho disparou (116,89% em 12 meses) e a soja também aumentou (46,9%). E isto acaba afetando o preço de frango, carne suÃna, ovos e até da carne bovinaâ, disse o professor Luiz Roberto Cunha, da PUC, à repórter Lucianne Carneiro, do Globo.
Ã, cada vez mais, hora de pesquisar que alimentos estão mais favoráveis ao consumidor para evitar uma indigestão no bolso.

Grande Trajano.Sua militância nesse projeto ou em qualquer outro que você considere correto é da maior importância, pois seu lado é sempre o correto. Abraço do
, seu ex-colega.