O Circo Voador, no Rio de Janeiro, recebe, neste domingo (06/11), o evento O Clima é de Mudança, com o objetivo de debater a pauta climática observando a produção de tecnologias verdes nas periferias do Rio de Janeiro, do Brasil e da América Latina. Durante o dia, serão promovidas oficinas gratuitas para 150 jovens de periferia. A ideia da Coalizão O Clima é de Mudança – formada pelas organizações Agenda Realengo 2030, data_labe, LabJaca, Plataforma CIPà e Visão Coop, que pensam e reivindicam a justiça socioambiental e climática – é reunir as demandas da periferia para levá-las a COP27, realizada em Sharm el-Sheikh, no Egito.
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As temáticas das oficinas gratuitas no Circo Voador são âComo combater enchentes: Depois e Antesâ; âA maldição dos recursos: violações socioambientais na Zona Oesteâ; âGeração cidadã de dados e comunicação de impacto para transformação socialâ; e âDireitos e deveres: Favelados e Periféricos têm direito ao saneamento básico?â. As oficinas acontecem simultaneamente em duas rodadas: uma de 11h à s 12h30 e outra de 14h à s 15h30.
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Veja o que já enviamosDepois das oficinas, o evento O Clima é de Mudança vai contar ainda com a exibição de filmes e mesas de debates. O primeiro debate, a partir das 16h, terá como tema âDo local ao global: o papel do internacional para soluções locais na construção da Justiça Climáticaâ, que terá a participação do advogado Eloy Terena, representante jurÃdico advogado da Articulação dos Povos IndÃgenas do Brasil (APIB), indÃgena Terena da aldeia Ipegue, no Mato Grosso do Sul, com doutorado em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ e em Ciências JurÃdicas e Sociais pela UFF; a quÃmica – e doutoranda em Bioenergia – Thais Santos, educadora popular, cofundadora da Comunidade Cultural Quilombaque, coordenadora da Uneafro Brasil e integrante da Coalizão Negra por Direitos; e o pesquisador Júnior Aleixo, especialista em Justiça Climática da ActionAid Brasil e doutorando em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade no CPDA/UFRRJ.
Por que é importante internacionalizar a luta por justiça climática? Como expandir a participação de organizações de lideranças periféricas em espaços decisórios globais sobre clima? Como se pode construir redes e ações internacionalizadas para ampliar a visibilidade e o impacto das ações territoriais? Estas são algumas das perguntas que vão orientar a mesa “Do local ao global: o papel do internacional para soluções locais na construção da justiça climática”. Os impactos das mudanças climáticas atravessam as fronteiras e, por isso, qualquer solução deve ser global.
A segunda mesa de debate, marcada para 18h, terá como tema âJustiça Racial e Climáticaâ e contará com a presença da comunicadora indÃgena LÃdia Guajajara, Lidia Guajajara, jovem ativista do povo Guajajara, do território indÃgena Arariboia do sul do Maranhão, integrante da campanha Amazônia de pé e do coletivo de comunicação da MÃdia Ãndia e da ANMIGA; o rapper MV Bill, também escritor, ator, cineasta e um dos fundadores da CUFA – Central Ãnica das Favelas, organização não-governamental hoje presente em todos os estados do Brasil; e a assistente social e ativista Lúcia Xavier, co-fundadora de CRIOLA, organização de mulheres negras com sede no Rio e integrante do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, implementado por ONU Mulheres-Brasil.
O Clima é de Mudança será encerrado com shows de Ãlirum, Africanoise e Projeta os seus Sonhos, da plataforma AUR. Este dia de debates sobre periferia e clima vinculado à Coalizão Clima de Mudança tem apoio da Fundação Heinrich Böll Brasil, através da Plataforma CIPÃ. O evento também tem como parceiros o Instituto Marielle Franco, Casa Fluminense, Columbia Global Center, NOSSAS, Meu Rio e outras organizações de terceiro setor com comprometimento público na pauta climática.
