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Os cientistas não mencionam os nomes dos mercados que visitaram para evitar conflitos. “Assim, estimulamos os órgãos públicos a terem proatividade na fiscalização. Além disso, o objetivo é trabalhar na prevenção com a educação ambientalâ, explica Nunes.
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Veja o que já enviamosO projeto cientÃfico começou em 2017 e contou com 15 pesquisadores pertencentes a 11 centros de pesquisas localizados nos três estados e também na Austrália. O financiamento para o estudo veio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento CientÃfico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).
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Muitas espécies de tubarões são protegidas por leis federais que proÃbem sua pesca. São animais que estão a um grau de comprometimento e são ameaçados de extinção. âChegam no mercado público já filetados, ou seja, sem partes do corpo. Isso dificulta a identificação por meio das suas caracterÃsticas morfológicasâ, afirmou Nunes. âIdentificamos os tubarões usando o processo de análise de DNAâ.
[g1_quote author_name=”Jorge Nunes” author_description=”Pesquisador e professor de Oceanografia da UFMA” author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”simple” template=”01″]Muitas pessoas não conhecem as leis ambientais que protegem algumas espécies, como é o caso das relacionadas aos tubarões. Esse desconhecimento é causado pela falta de campanhas de educação ambiental. As leis são criadas, mas as pessoas ligadas diretamente ao extrativismo não as conhecem
[/g1_quote]Esse método começa com a coleta de um tecido do organismo alvo da análise. Os pesquisadores usam o tecido muscular (carne vendida nos mercados), que é conservado em solução de álcool até à fase da extração do DNA. âPor fim, as sequências são comparadas com outras de espécies já identificadas de um banco genético, para verificação das coincidências e finalizar a análise com a definição da espécie a qual o fragmento analisado pertenceâ, detalha o pesquisador.
A Lei nº10.683, de 28 de maio de 2003, assinada pela então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reconheceu uma lista com mais de 400 tipos de peixes em extinção, classificando como ilegal a pesca das espécies em perigo. Alguns tubarões que estão na lista de ameaçados são os Cação-quati, Trisqueira, Tubarão de Pala, Peixe Martelo, Tubarão Mrtelo-Panã, entre outros.  âO comércio utiliza muitas espécies protegidas por lei. A gente ampliou nossas amostras e nossa conclusão foi configurada em um trabalho de investigaçãoâ, acrescentou o Nunes.
O professor ressaltou a importância da sociedade no processo de extinção dos animais. âNa minha opinião, muitas pessoas não conhecem as leis ambientais que protegem algumas espécies, como é o caso das relacionadas aos tubarões. Esse desconhecimento é causado pela falta de campanhas de educação ambientalâ, declarou. “As leis são criadas, mas as pessoas ligadas diretamente ao extrativismo não as conhecem”.
[g1_quote author_description_format=”%link%” align=”none” size=”s” style=”solid” template=”01″]73/100 A série #100diasdebalbúrdiafederal pretende mostrar, durante esse perÃodo, a importância das instituições federais e de sua produção acadêmica para o desenvolvimento do Brasil
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