Até mesmo mortos, humanos são capazes de prejudicar o meio ambiente. Nos Estados Unidos, a cada ano, enterros consomem cerca de 73 quilômetros de placas de madeira, 58 toneladas de aço, 17 mil toneladas de cobre e bronze, 1.5 milhão de toneladas de concreto e 12 milhões de litros de formaldeÃdo (utilizado para embalsamar). Um pequeno cemitério tÃpico contém madeira para a construção de 40 casas e volume de formaldeÃdo para encher uma piscina. O formaldeÃdo é uma substância cancerÃgena.
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Veja o que já enviamos“As pessoas pensam: vou ser embalsamado, colocado em um caixão e ter uma existência calma e agradável para meu corpoâ, diz Chris Coutss, professor de planejamento urbano da Universidade Estadual da Flórida. âMas isto é uma total farsa. Os corpos começam rapidamente a apodrecer, e fluido vaza dos caixões para o solo, podendo migrar para o lençol freático. à usado porque não degrada, e assim vai estar no solo por um longo tempoâ.
Cada vez mais, diz ele, as pessoas rejeitam cemitérios tradicionais e escolhem o depósito de seus restos em um local mais natural – este é o hoje o desejo de mais da metade dos americanos. Isto significa deixar de lado os ritos funerários comuns e enterrar os corpos sem substâncias quÃmicas em caixões biodegradáveis ou mesmo envolto em mortalhas. Assim, deixam suas vidas sem provocar danos fÃsicos à natureza, ajudando ainda a proteger e conservar terras ameaçadas para aqueles que vivem.
Há uma outra questão, a de falta de terrenos para construção de moradias em centros urbanos. Permitiriam construções mais sustentáveis por utilizarem infraestrutura existente. Parte substanciais dos cemitérios se encontram nestes centros.Â
Existem outras alternativas. Uma delas é congelar os corpos e depois fragmentá-los em partÃculas. A técnica foi testada com sucesso em porcos, que são anatomicamente semelhantes aos humanos. O primeiro passo da promissão, como ela é chamada, envolve o uso de nitrogênio lÃquido a 190 grans abaixo de zero. O segundo é quebrar o corpo com vibrações ultrassônicas. Depois, usa-se um processo de secagem. Mercúrio e outras substâncias estranhas encontradas são separadas antes da transferência dos cadáveres para caixões biodegradáveis, onde serão enterrados em cova rasa. Os restos se tornam solo em cerca de doze meses.Â
Pode parecer radical aos mais religiosos, mas outra técnica que começa a ser utilizada é a “decomposição sobre o solo”. à similar à compostagem de alimentos, e mistura os restos mortais com coisas como aparas de madeira e palha, transformando o chorume em solo em um prazo de semanas. Corpos se decompõem naturalmente, mas o método acelera a transição para a matéria orgânica. No ano passado, pesquisadores da Universidade do Estado de Washington conduziram um teste piloto, considerado um sucesso. Produziram um solo sem odor, aprovado pelas autoridades da regulação de exposição pública a patógenos e poluentes.
A cremação não é um modo de disposição de corpos mais verde. Libera na atmosfera uma poluição considerável de partÃculas, CO2 (cerca de 50 quilos por pessoa), e toxinas como dioxinas, furanos e mercúrio â em média, cada um de nós tem de 2 a 4 gramas de mercúrio em nossos dentes. Sem contar próteses, implantes, marcapassos e outros dispositivos disponÃveis nos corpos. São necessários 36 quilos de gás para queimar um morto a uma temperatura de mil graus centÃgrados durante 90 minutos.
