As vacinas contra a covid-19 podem ter efeitos colaterais?

Daniela Ferreira – bióloga, com doutorado em imunologia, professora e chefe do Departamento de Ciências Clínicas na Liverpool School of Tropical Medicine, no Reino Unido – fala sobre desenvolvimento das vacinas contra covid-19 e a possibilidade de efeitos colaterais

Bióloga Daniela Ferreira, da Equipe Halo, da ONU, explica que imunizantes passaram por todas as fases sem causar danos aos pacientes testados

Por #Colabora | ODS 3 • Publicada em 15 de janeiro de 2021 - 09:32 • Atualizada em 11 de fevereiro de 2021 - 16:34

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Daniela Ferreira – bióloga, com doutorado em imunologia, professora e chefe do Departamento de Ciências Clínicas na Liverpool School of Tropical Medicine, no Reino Unido – fala sobre desenvolvimento das vacinas contra covid-19 e a possibilidade de efeitos colaterais

De acordo com a mais recente previsão do Ministério da Saúde, a vacinação no Brasil deve começar ainda em janeiro com as vacinas produzidas pela Sinovac/Butantan e pela Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, mas ainda há brasileiros que temem possíveis efeitos colaterais e suspeitam de imunizantes desenvolvidos. “Nenhuma etapa do desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 foi pulada; elas passaram por todas as etapas de outras vacinas já aplicadas nas pessoas. São absolutamente seguras”, afirma a bióloga Daniela Ferreira, doutora em imunologia, professora e chefe do Departamento de Ciências Clínicas na Liverpool School of Tropical Medicine, no Reino Unido, um dos centros que verificam a eficácia da vacina desenvolvida por Oxford.

No quarto vídeo do #Colabora em parceria com a Equipe Halo, iniciativa global liderada pela ONU, Daniela Ferreira explica que as vacinas estão agora entrando na sua fase 4 – o monitoramento para verificar o aparecimento de efeitos colaterais, que não apareceram nas fases 1, 2 e 3, já superadas para a aprovação dos imunizantes. “Caso algum efeito colateral grave tivesse aparecido em uma dessas fases, o desenvolvimento da vacina teria sido suspenso. Mas isso não aconteceu, por isso, podemos atestar a segurança”, acrescentou a bióloga.

A Equipe Halo foi organizada pela ONU para reunir pesquisadores do novo coronavírus do mundo inteiro com o objetivo de facilitar a comunicação entre a ciência e as pessoas, combater a desinformação e reforçar a confiança do público nas vacinas. A palavra inglesa “Halo” significa auréola em português e representa o anel da ciência que circunda a Terra. Através das redes sociais, os pesquisadores envolvidos no combate ao Sars-Cov-2 mostram seu dia a dia de forma voluntária e publicam vídeos nos quais contam histórias, explicam mais detalhes sobre as pesquisas, respondem perguntas do público, esclarecem boatos e informações incorretas. O #Colabora entra neste mutirão com uma série de vídeos com os cientistas da Equipe Halo falando sobre as vacinas.

O time tem sete brasileiros brasileiros em sua escalação: além do bióloga Daniela Ferreira, participam o biofísico Rômulo Néris, mestre em ciências (Microbiologia) e doutorando em Imunologia e Infecção na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); ; André Báfica, médico, professor de Imunologia da Universidade Federal de Santa Catarina, diretor regional da Sociedade Brasileira de Imunologia e coordenador da Rede IMUNOVIDa, que tem o intuito de promover novas estratégias para o desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus; Jaqueline Góes de Jesus, biomédica, com doutorado em Patologia Humana, e uma das responsáveis pelo sequenciamento genético do novo coronavírus dos primeiros casos de covid-19 na América Latina; Natalia Pasternak, bióloga com pós doutorado em Microbiologia, pesquisadora no Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas (LDV)da USP e diretora-presidente do Instituto Questão de Ciência; Gustavo Cabral de Miranda, biólogo, com doutorado em Imunologia Cientis e líder da pesquisa de desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, assim como vacinas para chikungunya e zika vírus, no Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP; e Wasim A. P. Syed, autor dos guias “Fake News e Como Identificá-las” (bit.ly/covidfakemanual) e “Fake News e Vacinas”

#Colabora

Texto produzido pelos jornalistas da redação do #Colabora.

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