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O produto foi feito através da sÃntese de quatro compostos derivados do indol, um núcleo presente em moléculas de vegetais que apresentam diferentes atividades biológicas e exercem uma variedade de efeitos. São importantes porque, por exemplo, servem como sinalizadoras em vegetais durante o ataque de herbÃvoros. âA gente teve a ideia de desenvolver compostos que fossem eficientes na fase inicial do inseto, ou seja, na fase mais sensÃvel do vetor e que tivesse impacto para o organismo alvo, que é o mosquitoâ, acrescenta.
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O produto lÃquido desenvolvido pelos pesquisadores não polui o meio ambiente e combate ao mosquito logo na sua primeira fase, enquanto ainda é larva. âNós testamos esses compostos nas larvas dos Aedes e verificamos que houve uma atividade larvicida. Testamos em organismos modelos também, que não são larvas, para saber se iria afetar. E não afetou, então seguimos em frenteâ, acrescentou a pesquisadora, formada em Ciências Biológicas pela UFMT. âEsses modelos de organismos são usados em pesquisas para avaliar a toxicidade de um composto ou produto. Servem para verificar se aquele produto que estamos propondo vai provocar algum dano a organismos que não sejam nosso focoâ, explicou JanaÃna.
Diante do resultado do produto, o grupo de pesquisa da UFMT solicitou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de patente desses compostos. Uma patente, segundo a pesquisadora, é um tipo de propriedade temporária e oficial, dado por lei à pessoa fÃsica ou jurÃdica e dá direitos exclusivos sobre esse produto.
JanaÃna Rosa de Souza é orientada pelo professor e pesquisador Marcos Antônio Soares, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade. De acordo com Marcos Soares, com a pesquisa, a UFMT tem uma ferramenta importante para combater ao Aedes aegypti. âCom este produto, é possÃvel eliminar a fase larval de um inseto causador de diferentes doençasâ, afirmou.
Até o fim de maio, o Brasil registrou quase 1 milhão de casos de dengue â cinco vezes mais do que no mesmo perÃodo do ano passado. O número de mortes por dengue no paÃs também aumentou: é quase três vezes maior neste ano em relação ao mesmo momento de 2018. De acordo com último boletim do Ministério da Saúde, divulgado no inÃcio de junho, eram 295 as mortes por dengue; no mesmo momento do ano passado, o Brasil tinha registrado 99 mortes pela doença transmitida pelo aedes.
No caso da chikungunya, foram 12 mortes registradas até o inÃcio de junho (uma na Bahia, 10 no Rio de Janeiro e uma no Distrito Federal). Há outras 42 mortes ainda em investigação em Pernambuco. Já são mais de 53 mil casos prováveis da doença, abaixo dos 57 mil registrados no mesmo perÃodo do ano passado. O Rio de Janeiro é o estado com maior número de casos: quase 36 mil.
[g1_quote author_description_format=”%link%” align=”none” size=”s” style=”solid” template=”01″]36/100 A série #100diasdebalbúrdiafederal pretende mostrar, durante esse perÃodo, a importância das instituições federais e de sua produção acadêmica para o desenvolvimento do Brasil
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