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O Icomp da Ufam tem dois cursos e um deles, o de Ciências da Computação, foi elencado como o melhor do paÃs no último Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). E os cursos de mestrado e doutorado têm ambos a nota máxima, 5, do QUALIS da CAPES, estando entre os 10 melhores programas de pós graduação do Brasil. Em 2017, houve um aumento de 27% no número de meninas em Ciências da Computação em 2017 sendo que 1/3 delas disse ter sido alcançada por algum programa de incentivo.
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Veja o que já enviamosO Cunhantã Digital começou em 2015 após Tanara e outras professoras do Icomp participarem do SciTech Girls, um treinamento de mulheres feito pela Ufam para participar de olimpÃadas de computação, financiados pela Microsoft. âPercebemos que havia ali uma ideia que poderia ser perene, não só para treinamento para olimpÃadas, mas para alcançar as meninas antes da faculdade, para mostrar as profissões na área e estimular vocaçõesâ, conta Tanara, que é doutora em Computação pela PUC do Rio.
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Dos mais de 580 mil profissionais de TI que atuam no Brasil, apenas 20% são mulheres, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicÃlios (PNAD). Na Região Norte, estima-se que os números sejam ainda menores. Mas os cursos da Universidade Federal do Amazonas mostram o empenho feminino. Apesar de o número de alunos que entra nos cursos de graduação de Ciência da Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informática ser praticamente o triplo do número de alunas, o número de formandos do sexo feminino anualmente é maior do que o do sexo masculino. Na pós-graduação, também há uma grande maioria de homens que começam o curso e um equilÃbrio entre homens e mulheres ao final.
O Cunhantã é um evento apoiado pelo Women in Information Technology (WIT), evento satélite do Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), e pelo projeto Meninas Digitais, também da SBC, voltado para meninas do ensino médio, além do SciTechGirls do Icomp.
Uma das frentes de atuação do Cunhantã Digital são workshops em escolas de nÃvel fundamental e médio para falar sobre a profissão e noções de linguagem de programação. âSão profissões ainda novas e a maioria das pessoas não tem noção da quantidade de área de atuação diferentesâ, destaca. Embora voltada à s meninas, os garotos também são bem-vindos nestas oficinas.
Outra frente é na universidade, de acolhimento, sessões de mentoria e oficinas para as mulheres que ingressaram nas faculdades da área. âO ambiente ainda é majoritariamente masculino e é necessário que tenhamos apoio em todos os sentidos para as meninas se sentirem acolhidas e segurasâ, defende Tanara. De acordo com a professora, um dado interessante é que, apesar de serem em número menor, proporcionalmente, o curso tem formado mais mulheres que homens.
Durante uma palestra numa Feira do Estudante do Cunhantã Digital Thayná Rosa Silvestre, de 17 anos, caloura em Ciências da Computação da Ufam, teve certeza de que era a área que queria. âSaà dali com a certeza do que queria cursarâ, diz. Para ela, programas como o Cunhantã Digital durante a vida universitária lhe dão segurança de ter âpara onde correrâ em busca de mentoria ou aconselhamento ao mercado.
Elizamara Karina Almeida Nascimento, de 20 anos, também teve certeza que queria estudar na área depois de uma oficina do Cunhantã Digital em sua escola. âEu gostava da área de exatas e estava procurando um curso onde me encaixasse e foi quando decidi por ciências da computaçãoâ, diz a estudante do 3º perÃodo de Ciências da Computação na Ufam.
A estudante não gosta de comentar momentos em que se sentiu discriminada por ser mulher fazendo ciências da computação. âAcho até que me fortaleço, tive alguns momentos desagradáveis e hoje não maisâ, diz. Para ela, o Cunhantã Digital presente na Ufam é muito importante. âPara lembrar que a gente tem de pensar que à s vezes nós mesmas nos diminuÃmos ou pensamos que não podemosâ.
[g1_quote author_description_format=”%link%” align=”center” size=”s” style=”solid” template=”01″]28/100 A série #100diasdebalbúrdiafederal pretende mostrar, durante esse perÃodo, a importância das instituições federais e de sua produção acadêmica para o desenvolvimento do Brasil.
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