Os movimentos das mãos podem passar despercebidos na correria do dia a dia, mas pensar em realizar a maioria das atividades sem alguma delas é quase impossÃvel. Para quem sofreu uma amputação, a tarefa de reprender tais habilidades pode ser facilitada pelo auxÃlio de próteses.
[g1_quote author_name=”Marlio Bonfim” author_description=”Professor da UFPR e coordenador do projeto ” author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”simple” template=”01″]Gostando do conteúdo? Nossas notÃcias também podem chegar no seu e-mail.
Veja o que já enviamosNossa proposta é fazer as adaptações necessárias por meio de um modelo criado para um voluntário que teve a mão amputada pelo manuseio de fogos de artifÃcio. Futuramente, queremos expandir para outras pessoas e até outras partes do corpo, possibilitando a recuperação dos movimentos
[/g1_quote]Há dois anos, estudantes e professores do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná pesquisam e desenvolvem técnicas para a construção de uma prótese de mão humana. Os diferenciais são o baixo custo e a proposta de disseminar o projeto para pessoas da região que não tenham recursos para aquisição da peça.
O projeto de Iniciação CientÃfica está em fase de testes. A parte mecânica foi produzida em uma impressora 3D â utilizada em outros projetos do Laboratório de Magnetismo, Medidas e Instrumentação (LAMMI) â para a construção do protótipo inicial. âA iniciativa surgiu para ajudar pessoas que perderam a mão. Nossa proposta é fazer as adaptações necessárias por meio de um modelo criado para um voluntário que teve a mão amputada pelo manuseio de fogos de artifÃcio. Futuramente, queremos expandir para outras pessoas e até outras partes do corpo, possibilitando a recuperação dos movimentosâ, relata o coordenador do projeto, Marlio Bonfim.
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O primeiro passo foi a aquisição de sinais nervosos que o cérebro, mesmo após a perda do membro, continua a emitir. Os sinais são processados pelos pesquisadores para gerar o acionamento da prótese. âUsamos técnicas de redes neurais para decodificar os sinais e, com isso, poder aplicá-los corretamente para os movimentos de abrir e fechar a prótese, atuando efetivamente como a pessoa desejouâ, diz o docente.
Movimentos
Felipe Josué Pereira de Paula, estudante do curso de Engenharia Elétrica e integrante do projeto, conta que a prótese tem seis graus de liberdade â considerados movimentos independentes. âCada dedo consegue fazer a contração de abrir e fechar e o polegar gira 90 graus. Temos acionamento por botão, utilizando o teclado do computador, por músculo e por cérebroâ, afirma.
[g1_quote author_name=”Victor Gabriel Lopes” author_description=”Estudante de Engenharia Elétrica” author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”simple” template=”01″]Quanto mais gente utilizando, mais a tecnologia se desenvolve e torna-se barata. A melhor máquina que temos é o cérebro e utilizá-lo para controlar outras máquinas representa o futuro. Os horizontes são quase infinitos
[/g1_quote]Na etapa atual, o grupo desenvolve o acionamento via ondas cerebrais. O trabalho de conclusão de curso de Victor Lopes Gabriel contribui para o projeto. âMeu TCC consiste no desenvolvimento de um eletroencefalograma de baixo custoâ, diz. O aparelho mede ondas cerebrais e pode ser usado desde o diagnósticos de desordens do sistema nervoso central, como epilepsia, até para o controle do braço mecânico, por exemplo.
O acadêmico está terminando a versão atual do equipamento, com custo aproximado de R$ 250, bem abaixo do valor habitual do aparelho que chega a custar R$ 20 mil, sem contar os gastos com a manutenção. Victor foi aprovado no processo seletivo para o mestrado e pretende continuar as pesquisas na área.
âQuanto mais gente utilizando, mais a tecnologia se desenvolve e torna-se barata. A melhor máquina que temos é o cérebro e utilizá-lo para controlar outras máquinas representa o futuro. Os horizontes são quase infinitosâ, conclui.
Iniciação CientÃfica
[g1_quote author_name=”Felipe Josué Pereira de Paula” author_description=”Estudante de Engenharia Elétrica da UFPR” author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”simple” template=”01″]A ideia geral de tecnologia sempre foi facilitar algo e, nesse caso, vai melhorar a vida de uma pessoa que perdeu a mão, algo muito complexo e útil. Só a ideia de tentar melhorar isso já é interessante
[/g1_quote]Com foco no desenvolvimento de instrumentação, o laboratório de pesquisa permite que o estudante tenha contato com técnicas inovadoras e com a relação empresa-universidade. âSempre me interessei por tecnologia e procurei a iniciação cientÃfica para desenvolver ainda mais minha curiosidadeâ, conta Felipe, que entrou no projeto ainda no 1º ano da graduação. âJá aprendi bastante sobre plataformas e desenvolvi meu conhecimento de programação, além da leitura de vários artigos e gerenciamento de projetosâ.
O propósito de contribuir para a qualidade de vida de outras pessoas também é um grande incentivo para a dedicação do estudante. âA ideia geral de tecnologia sempre foi facilitar algo e, nesse caso, vai melhorar a vida de uma pessoa que perdeu a mão, algo muito complexo e útil. Só a ideia de tentar melhorar isso já é interessanteâ.
Após a etapa de testes e adaptações, o protótipo precisará ser produzido com outras técnicas para ser implantado em uma pessoa que perdeu a mão, já que a peça produzida em 3D não possui resistência suficiente para o uso diário.
âAté agora desenvolvemos tudo com recurso próprio, seja pela impressora 3D ou pelos componentes e peças que utilizamos de outros projetosâ, explica o coordenador Bonfim. âEstamos em busca de parcerias e o financiamento de empresas para o desenvolvimento de uma prótese com mais recursos. Precisamos de materiais mais resistentes como titânio e carbonoâ. Mesmo com a nova versão, a prótese terá custo menor do que a comercializada no mercado.
*Da Revista UFPR Ciência
[g1_quote author_description_format=”%link%” align=”none” size=”s” style=”solid” template=”01″]A série #100diasdebalbúrdiafederal terminou, mas o #Colabora vai continuar publicando reportagens para deixar sempre bem claro que pesquisa não é balbúrdia.
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