O #Colabora esteve na 18ª edição do Acampamento Terra Livre, que reuniu mais de sete mil indÃgenas de 200 povos originários em BrasÃlia entre os dias 4 e 14 de abril. Com o tema âRetomando o Brasil: demarcar territórios e aldear a polÃticaâ, mulheres indÃgenas se destacaram no evento organizado pela Articulação dos Povos IndÃgenas do Brasil (Apib). No vÃdeo abaixo, você confere depoimentos de Uruba Pataxó e Sônia Guajajara.
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Veja o que já enviamosSônia Guajajara é coordenadora executiva da Apib e co-fundadora da Anmiga (Articulação Nacional das Mulheres IndÃgenas Guerreiras da Ancestralidade). Para ela, cada vez mais, mulheres indÃgenas vêm conquistando seu espaço, mas ainda falta representatividade na polÃtica.
âHoje, nós temos muitas mulheres que estão saindo do chão da aldeia para o chão do mundo. E assumindo vários espaços. No ano de 2022, em especial, estamos pautando também a polÃtica partidária. O Acampamento Terra Livre veio com esse tema de aldear a polÃtica porque queremos mais mulheres indÃgenas ocupando a polÃtica institucionalâ.Â
Já Uruba Pataxó é vice-cacica da Aldeia Barra e professora indÃgena. Ela diz que a luta contra o machismo, dentro e fora dos territórios, é grande.
âEstamos nos empoderando desse espaço e mostrando para os homens que nós, mulheres, temos um grande potencial para estar à frente de qualquer movimento e articulaçõesâ.Â
O Acampamento Terra Livre teve como objetivo marchar contra uma série de medidas que vão de encontro ao que foi estabelecido na Constituição Federal de 1988, como o PL 191, que libera o garimpo em terras indÃgenas, e o Marco Temporal, que limita o reconhecimento de novas terras tradicionalmente habitadas por povos nativos.
Veja os depoimentos na Ãntegra no vÃdeo acima.Â
