Ser mulher vÃtima de violência doméstica no Brasil já é difÃcil, agora imagine passar pelo problema morando no exterior,  vivendo em um paÃs que não é o teu, falando uma lÃngua que não é a tua?  A sensação de solidão e abandono dobram e, muitas vezes, as mulheres não conhecem seus direitos e não sabem onde e como pedir assistência. Do vazio informativo e da necessidade de sororidade entre as mulheres nasceram redes de ajuda que trabalham tanto no virtual quanto na vida real, ativando pessoas nas localidades onde residem as mulheres que necessitam de amparo. Conheça a seguir algumas dessas histórias.
[g1_quote author_name=”*Carolina, brasileira vÃtima de violência na SuÃça” author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”simple” template=”01″]Era um paÃs diferente, eu não sabia nem como falar com a polÃcia, não sabia que tinha direito a intérprete, não sabia como funcionava
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Veja o que já enviamosCarolina* tem 33 anos, um filho, mora na SuÃça e é uma sobrevivente. Foi, por anos, uma vÃtima de violência doméstica. Nascida em Curitiba, estudou gestão empresarial e se casou cedo com um colega da universidade, pai de seu filho. Após o parto, também vieram as primeiras agressões. Devido à crise econômica que abalou a empresa familiar, resolveram se mudar para o paÃs europeu em 2016,  visto que o marido também era cidadão suÃço. O filho não teve dificuldades para se adaptar pois havia frequentado o colégio suÃço na capital paranaense. Já para Carolina e o marido, as coisas não foram tão fáceis assim. O sonho de uma vida melhor na Europa logo se transformou em um pesadelo. A falta de domÃnio do idioma dificultava a procura por emprego. Não demorou para constatar que a realidade era bem diferente do que havia imaginado.
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Logo começaram as humilhações psicológicas e o ciclo de violência se agravou. Carolina que estava fisicamente debilitada, foi operada e, para enfrentar a crise emocional, precisou de tratamento psicológico. A psiquiatra sabia das agressões em casa. Durante as consultas, a paciente dizia para a médica: âOlha, ele está me agredindo, e isso está me fazendo muito malâ.  Mas diante da possibilidade de denunciá-lo, a brasileira se rendia: âEra um paÃs diferente, eu não sabia nem como falar com a polÃcia, não sabia que eu tinha direito a um intérprete, não sabia como funcionava.â  Por medo e traumatizada das pelas agressões, Carolina não conseguia mais dormir. Até que um dia, sem consultá-la e baseada nas declarações de seu marido, sua médica resolveu interná-la contra a sua vontade em um hospital psiquiátrico. Â
A notÃcia de que uma brasileira estava desaparecida na SuÃça logo chegou ao Gambe – Grupo de Apoio a Mulheres Brasileiras no Exterior.  âUma garota entrou em contato comigo preocupada com uma amiga que morava na SuÃça, pois estava sem saber o paradeiro dela, e a última mensagem enviada pela moça via whatsapp dizia que o marido havia sido fisicamente violentoâ,  disse Stella Furquim, uma das criadoras do grupo. Stella, que vive no Canadá, passou dois dias investigando a história e localizou Carolina na clÃnica psiquiátrica. âObtive ajuda de vários contatos na SuÃça e, com isso, o centro de mulheres a que ela já havia recorrido foi ao seu encontro na clÃnica. Eles ofereceram ajuda psicológica, jurÃdica e financeiraâ, disse Stella.  Hoje Carolina segue colocando a vida nos trilhos, curte o filho e vê a vida de maneira mais positiva.
[g1_quote author_name=”Stella Furquim” author_description=”Fundadora do Gambe” author_description_format=”%link%” align=”left” size=”s” style=”simple” template=”01″]O Gambe nasceu da necessidade de apoiar mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, fora do Brasil. Através de uma rede de voluntárias, o grupo oferece desde um ombro até um resgate, passando por terapia, conselho jurÃdico
[/g1_quote]âO Gambe nasceu da necessidade de apoiar mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, fora do Brasil. Através de uma rede de voluntárias, o grupo oferece desde um ombro até um resgate, passando por terapia, conselho jurÃdicoâ, explicou Stella. Para Joice, também criadora do grupo, âa solidão da mulher expatriada, a falta de autonomia e a dependência econômica contribuem para a continuação do ciclo de violência. Muitas não percebem que violência psicológica também é violênciaâ, comentou a gaúcha que mora no norte da Itália.  Para ela, âantes de chegar na agressão fÃsica, praticamente todas passaram pela violência psicológica. à uma violência estrutural. Principalmente no sul da Itália, que é muito machista, patriarcal. Ãs vezes elas procuram ajuda conversando com alguém nas relações próximas e a questão é amenizadaâ. Semana sim, semana não o Gambe recebe pedido de ajuda, seja uma simples informação como uma pedido quase desesperado de socorro.
Tanto Joice quanto Stella deixaram claro que a mulher brasileira que mora no exterior e sofre agressão não denuncia o seu agressor por vários motivos, entre eles a dependência econômica e social. Pode acontecer de a mulher estar ilegalmente no paÃs, não querer voltar ao Brasil e, com medo de ser expulsa, não denunciar a agressão sofrida. Outro problema maior acontece quando essa mulher tem filhos, pois ela se torna refém da situação e do ciclo de violência. O agressor usa a guarda das crianças como elemento de chantagem.
Onde está Cida?
Carolina conseguiu ser ajudada, não virou estatÃstica. Já a brasileira Maria Aparecida Soares, Cida ou Brenda como era conhecida, que morava em Castelnuovo del Garda, provÃncia de Verona, está desaparecida desde 18 de julho deste ano. Seu caso foi parar na TV.  Andrea, o atual companheiro, afirmou que na noite do desaparecimento, após ter brigado com Cida, foi dormir e que ao acordar no dia seguinte, ela já não estava mais em casa. Na mesma noite, todos os perfis de Cida nas mÃdias sociais foram cancelados. A brasileira desapareceu deixando em casa o celular, a carteira com todos os documentos e cartão de crédito. Somente o seu passaporte não foi encontrado. Porém, segundo Ligia Garofalo, cônsul-adjunta no consulado brasileiro de Milão, o documento está vencido, o que impossibilitaria o retorno ao Brasil.
Cida tem uma filha adolescente que não acredita mais no sumiço voluntário da mãe. A garota ficou esperando o telefone tocar todos estes meses, mas não tocou. Segundo Celia, amiga de Cida, a brasileira era uma mulher alegre, que amava a vida e que nunca havia feito algo similar antes. âEla desconfiava que o companheiro a estava traindo, mas foi ele mesmo quem chamou o programa de televisão para denunciar o desaparecimento de Cidaâ, disse Célia.  A polÃcia está investigando o caso, e Andrea não é acusado. Para pressionar as autoridades italianas para que descubram o que de fato aconteceu com a brasileira, a núcleo de Milão do Grupo Mulheres do Brasil estampou a foto de Cida em cartazes que serão usados em manifestação dia 25 de novembro, data que marca o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.
Mulheres são a cara da imigração brasileira na Itália
Assim como Cida, outras cerca de 75 mil brasileiras escolheram a Itália para fincar raÃzes e fazer uma nova vida. Segundo dados do Consulado do Brasil de Roma, atualmente vivem no paÃs cerca de 100 mil brasileiros e 75% desse número é composto por mulheres. Mas saber exatamente quantas brasileiras vivem no exterior é uma missão praticamente impossÃvel, visto que existe uma discrepância no número geral de cidadãos brasileiros que residem fora do paÃs.
Segundo os dados publicados pela Rede de Centros de Combate à Violência D.i.Re, referente a 2017,  a violência contra as mulheres tanto psicológicas, familiares e fÃsicas, que vivem em abrigos de proteção é, de fato, exercida, principalmente, por homens italianos (65%, contra 23% dos estrangeiros).  Os dados mostram o tamanho do problema. No paÃs existem 80 organizações que trabalham em prol da mulher. Cerca de 20 mil delas já passaram por um dos 85 centros antiviolência ou 55 abrigos de proteção espalhados pelo paÃs. Apesar de as italianas representarem 68% do total das vÃtimas atendidas nos centros, o percentual de estrangeiras gira em torno aos 26%.  E os números não param de crescer. Somente em 2017 – ano de referência do estudo – o D.i.Re contabilizou 13.956 novos casos ao longo do ano.
Itália e a violência endêmica
Segundo o embaixador Afonso Carbonar, do Consulado-Geral do Brasil em Roma, a Itália é um paÃs que tem uma questão da violência contra as mulheres reconhecido pelas autoridades. De acordo com os dados do Instituto Nacional de EstatÃstica (ISTAT) referentes a 2017, os feminicÃdios na Itália representam mais da metade dos crimes cometidos por homens. Oito em cada dez mulheres são mortas por uma pessoa que conhecem bem, que confiam. Mais de quatro em cada dez mulheres são mortas pelo parceiro, namorado, marido ou ex. Â
Para Carbonar a violência cotidiana contra as mulheres é um tema delicado também pelas consequências que deixam nas crianças. âElas são vÃtimas de um ciclo de violência que pode deixar sequelas por anos ou por toda a vidaâ. O embaixador conta que o tema da violência doméstica é central para a atuação da equipe do consulado que atende de 3 a 5 casos por semana. âSobre minha mesa aterrizam papéis, histórias de pessoas, algumas já em um estágio muito avançado de violênciaâ, disse Carbonar.  âQuando são casos que se encontram em um estágio avançado de deterioração, a luta é muito difÃcil. Isso quando não já aconteceu a tragédia, o fato final, o ápice do ciclo de violênciaâ, disse o embaixador, referindo-se à morte da vÃtima.
O consulado coloca a disposição das brasileiras assistência jurÃdica e psicológica, mas o jurÃdico não assume o caso,  somente aconselha sobre o que fazer, as medidas que devem ser adotadas para a brasileira se proteger. O consulado de Roma, assim como o de Milão, trabalha em rede com associações de proteção à mulher.  A repartição consular milanesa atendeu nos últimos dois anos cerca de 50 casos por ano de brasileiras que foram vÃtimas de violência doméstica.
Um dos grupos que colabora com o consulado de Roma é a Associação Mulheres Brasileiras na Itália (ADBI). Fundada há 22 anos, nasceu como associação cultural, mas devido ao número cada vez maior de pedidos de ajuda, entrou na área da violência de gênero. Segundo Vanessa Gusmão, psicóloga brasileira que atua na associação, a ADBI passa por uma reformulação para reiterar a posição de referência no atendimento às mulheres brasileiras. Para isso realiza os atendimentos na sala 106 na Casa das Mulheres, um espaço coletivo que abriga várias associações feministas no coração de Trastevere, bairro boêmio de Roma.
Umas das principais bandeiras defendidas por Vanessa é o combate ao estereótipo da mulher brasileira que muitas vezes se vê na situação de ter que negar até sua origem em detrimento a uma relação afetiva ou profissional. âMuitas são até proibidas de falar com os filhos em português, são desvalorizadas, e precisam fingir que são outra mulher. Isso tudo mina com a autoestimaâ, explicou.
Para ajudar as mulheres no caminho do autoconhecimento e emancipação, Vanessa criou o Café Literário, um espaço onde a expressão é livre e a mulher pode identificar e enfrentar as adversidades.  âAs mulheres têm dificuldade de reconhecer a situação de violência que estão vivendo. No próximo ano, no Café, vou começar a falar sobre isso mas de uma maneira leve, para que elas reconheçam que a violência de gênero não é só a violência fÃsica, que elas estão envolvidas no ciclo da violênciaâ, afirmou Vanessa.
*O nome de Carolina foi trocado por segurança da entrevistada

Parabéns pelo trabalho JanaÃna.
Você também tem projetos Juntamente com as associações brasileiras pela Itália?
Como posso entrar em contato contigo.
Obrigada!
Oi Chris, tudo bem? Me escreve no janna_cesar@hotmail.com
beijao
Passei por muitas coisas caladas nao tanto a viole cia fiskca mas a violencia psicologica que me trouxe da os terriveis qud jamais irei esquecer principalmente ao meu filho mais velho que trazia de outro casamento engoli muitls sapos preconceitos
oi Chris, tudo bem?
me contate por email: janna_cesar@hotmail.com
um abraço
Eu moro na Espanha passei por isso en 2008 .fui muito bem tratada recebi apoio,informaçao tanto como eu e minha filha sai com a ropa do corpo me derao tudo que precisavamos .tuve una boa asiste social bom gente minha historia e Longa…so vou dizer que graças a Deus aquà en AndalucÃa me deixarao para atrás
Oi querida, procure a página do Gambe e entre em contato pelo messenger.
http://www.facebook.com/grupogambe
Por favor estou passando um caso horrivel na españa nescessito ajuda , o pai do meu filho nao me deixa em paz, e traficante e perigoso e nao paga a pensao do meu filho sofri violencia domestica durante 8 anos , e continuo com violencia psicologica porque nao para de me seguir e de me denunciar , a ultima denuncia ele falou q eu ia sequestrar meu filho estou a espera de julgamento e tiraram meu pasaporte e o do meu filho por favor me ajudem ……..eu so resumi um poco a historia, ate com seguranca eu ja andei posto pela propria policia policia, por favor eu nao sei mas o que fazer, eu fui na Associacao Clara Campamou , que e en bilbal para me ajudar com ajuda psicologica , esto es en Bilbal mas eu vivo en Irun e aqui nao querem me ajudar , eu nao sei mas onde preocurar ajuda tenho provas de tudo, mas a policia nao me deixa denunciar agora potwue ele continua me seguindo estou temendo por minha vida , mas sempre quando ele me segue e eu vou denunciar a policia fala q nescessito de fotos ou filmagem , como bou poder tirsr foto ou filmar alguem wue te esta perseguindo ele me mata…….por favor nescessito ajuda
Boa Noite!
Somos uma empresa de tecnologia e segurança que desenvolveu um aplicativo que ajuda a combater os crimes de feminicidio, nossa ferramenta funciona com excelência inclusive no exterior, desta forma eu gostaria de nos colocar a disposição para apresentar nossa ferramenta.
Preciso de ajuda na Italia
Preciso de ajuda
Preciso de informações sobre como pedir ajuda. Minha irmã está no Japão sofrendo muito com o marido. Por favor. Respondam rápido!!
Ajudem me a ajudar minha irmã no Japão
Que luz ao fim do túnel, moro no Japão e estou passando sérios problemas de violência piscicologica, embora já recorri a todas possibilidades legais aqui, sem sucesso. Todos meus meios de comunicação como celular email telefone são rakeados pelo meu marido e seu comparsa no Brasil. Meu marido é profissional analista de sistemas especialista em segurança de rede, técnico de informática, extremamente capaz e inteligente, mas tem usado tudo p me violentar pois não aceita o fim do nosso casamento. Mesmo que ele vai saber tudo que escrevemos ou falaremos, por favor me ajudem. Obrigada!
Olá, tem uma brasileira que acabou de levar duas facadas tentativa de morte pelo marginal do marido, ele tomou seus tres filhos e está em busca dela para poder matar, ela mora na italia em Bergamo. o facebook dela é Vane sousa, rinascerò, ajudem por favor, estou no Brasil buscando todas as ajudas possiiveis.
Aqui todos os dia sofro violencia e porque è quere passa por cima ,ainda fala VC non capisce un c….
Preciso de ajuda para minha irmã na Italia , desconfio que ela esteja sofrendo violência doméstica mais está com medo de falar. Casada com Italiano e eles tem uma filha nascida na Itália . Por favor ajudem