Antes tarde do que nunca. Depois de receber crÃticas de entidades de classe e causar revolta nas redes sociais, a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), a recém-empossada ministra Cármen Lúcia, pediu desculpas por ter afirmado que âos ministros não são autistasâ. A afirmação foi feita à jornalista Renata Lo Prete, da âGloboNewsâ, quando falava sobre a Operação Lava Jato e o julgamento do caso no Supremo.
Ontem, a ministra se retratou:
âEm entrevista concedida há alguns dias, fiz uso â sem qualquer motivação de ofensa ou desqualificação â à condição de autista. Recebi manifestações â justas e motivadas â de que o uso era indevido e poderia ser interpretado como ofensivo.
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Veja o que já enviamosVivo o cuidado com uma linha e querida pessoa em famÃlia que tem esta qualidade, pelo que jamais poderia me passar ser assim interpretada.
Diante da repercussão, sei agora que não poderia ter feito uso da palavra, pois poderia ensejar má interpretação.
Peço desculpas por isso e esclareço, ainda uma vez, que jamais tive a intenção de ofender ou de manifestar discriminação, no meu caso impossÃvel, como disse, pela experiência familiarâ.
Ao analisar a Operação Lava Jato, a ministra foi extremamente infeliz e inoportuna ao afirmar que “a sociedade pode esperar o empenho dos ministros. Primeiro: tenho certeza que os ministros não são autistas. São todos eles cidadãos, que querem a jurisdição prestada e prestada com rapidezâ¦â
Há três dias, publicamos um artigo da jornalista Claudia Silva, mãe de uma criança autista, que aceita o convite da ministra ao enfatizar, durante sua entrevista, que âo Brasil está precisando conversar muitoâ. Sob o tÃtulo âPrecisamos conversar, excelênciaâ, Claudia mandou um duro recado à ministra num texto que fala sobre inclusão social, respeito, direitos civis e responsabilidade do poder público.
A indignação de Claudia em seu artigo é uma evidência clara de que não aceitar comentários pejorativos sobre autismo é a arma mais poderosa para combater o preconceito.

Me surpreendeu muito como essa ministra ver uma criança autista, sou mãe de autista amo meu filho acima de tudo!
Lamentavelmente pessoas ignorantes e pobres de cultura , informação, respeito e amor nos representem, quando vamos acordar e limpar todo esse lixo do poder?
Querid@s amig@s,
Parece-me que uma comunidade que prega a tolerância está se revelando extremamente intolerante. A ministra fez um comentário infeliz. Desculpou-se com muita sinceridade e de modo bastante completo. O tom da matéria de vocês era antes e continua sendo de… intolerância. Vocês estão sensÃveis à intolerância alheia (mesmo quando se trata de um deslize) e não estão identificando a intolerância do tom e dos termos da matéria. Temos que superar tudo isso. Se a ministra se retratou de modo tão honesto e humilde, isto deveria contar muitÃssimo mais, a meu ver, do que seu reconhecido deslize. Que tal a articulista experimentar olhar a questão com mais generosidade?
Saudações especialmente fraternas e paz!
Cláudio
à EXTREMAMENTE GRATIFICANTE , RECEBER O PEDIDO DE DESCULPAS , POR PARTE DE UMA PESSOA , ONDE LAMENTAVELMENTE , MUITOS SE JULGAM INTOCÃVEIS.RECONHECEU O SEU ERRO , FOI DIGNA E HUMILDE EM SE DESCULPAR E MOSTROU, QUE DEVEMOS SIM , PREGAR SEMPRE O DIÃLOGO , COM TOLERÃNCIA E RESPEITO.PARABÃNS MINISTRA , PELA RETRATAÃÃO.ACEITO VOSSA DESCULPAS E AGRADEÃO POR TER RECONHECIDO O SEU EQUÃVOCO.ERRAR à MERAMENTE HUMANO , INSISTIR NO ERRO , à IGNORÃNCIA…..